INSCRIÇÕES DE COMUNICAÇÃO
ENVIO DE RESUMOS
ATÉ 20/08/2026
ENVIO DE PROPOSTAS ARTÍSTICAS
ATÉ 20/08/2026
ENVIO DE TRABALHO COMPLETO
ATÉ 02/11/2026
REGULAMENTO
Os trabalhos aprovados para apresentação serão divulgados até o dia 10 de Outubro de 2026.
Cada autor/coautor poderá enviar até 2 trabalhos e as línguas oficiais do evento são: português e inglês.
O estudante de graduação não poderá submeter trabalho a não ser em coautoria com primeiro(a) autor(a) que seja mestrando, mestre, doutorando ou doutor.
O resumo das comunicações enviado via Forms do Google, deve ser preenchido corretamente, em todas as perguntas do formulário e selecionando o Grupo de Trabalho sugerido.
Os Grupos de Trabalho propostos para a edição de 2026 do congresso, onde as comunicações devem se encaixar, são:
GT1 – Tecnologia, trabalho e a cidade
Coordenação: Italo Travenzoli (UEMG)
Esse grupo de trabalho propõe receber estudos e análises dentro do âmbito da mudança recente (realizada principalmente no século XXI após advento do computador moderno e smartphones) na maneira de produção social e, consequentemente, do modo de trabalho. O GT está aberto para investigações que adentram questões de “uberização” (trabalho plataformizado) e a consequentemente precarização do trabalho, assim como a sua relação e a reconfiguração com a cidade e o espaço ocupado socialmente, as novas formas tecnológicas de ocupação e as possibilidades de regulamentação frente a essa nova configuração de mundo em perspectivas de campos diversos, tais como: administração, direito, artes, entre outros.
GT2 – Jogos digitais e trabalho
Coordenação: Rodrigo Dorta (UNESP) e Beatriz Blanco (UNISINOS)
O Grupo de Trabalho propõe uma investigação sobre as diferentes formas de trabalho no universo dos jogos digitais. Historicamente, trabalho e brincadeira foram concebidos como atividades opostas: o primeiro associado à produtividade e ao valor social, e o segundo ao entretenimento. Na contemporaneidade, essa fronteira torna-se cada vez mais difusa. O conceito de playbour evidencia como práticas de jogo podem gerar trabalho e produção de valor, enquanto plataformas digitais utilizam a gamificação para incentivar e organizar atividades laborais. Paralelamente, desenvolvedores de jogos digitais e analógicos integram um ecossistema produtivo que extrapola a criação de jogos, envolvendo publicação, distribuição, streaming, jornalismo especializado, produção de conteúdo, ensino, pesquisa e preservação. O GT busca contribuições que investiguem as relações entre trabalho e jogos sob perspectivas teóricas, históricas, econômicas, sociais, culturais e tecnológicas, abordando processos de produção, práticas profissionais e as transformações decorrentes da ludificação do trabalho e da produtivização do jogo.
GT3 – A interface como lugar da invenção: novas formas de produção entre arte e tecnologia
Coordenação: Sidney Tamai (UNESP)
A intenção da proposta é a partir da questão das INTERFACES levar a considerações sobre as novas formas de produção. A questão estrutural é que a complexidade nas interfaces eletroeletrônicos digitais ampliam necessariamente o número de participantes com formações diversas, outra atitude é a posição de opensource que os grupos de pesquisa, em geral, das universidades e que consideram importantes manter aberta e disponível as informações para novas produções. Esses dois elementos implicam em novas formas de trabalho, mais horizontais, do grupo de produção e também mais interativas nas trocas em direção ao dispositivo técnico. Essa relação vale também para as formas de apropriação de outros grupos de trabalho como também para os usuários finais. INTERFACE: como lugar de mudança da base material, da linguagem e da potência da informação transformada. Do ponto de vista da Arte, como possibilidade de recodificação e desencaixe das funções primárias preditivas. Atua na qualidade do sinal convidando outros para atuarem em rede. O sensível fluindo das diferenças materiais de meios tanto para o objeto material, para o objeto digital e para as Redes. Como tópicos propostos sobre interfaces serão aceitos: os dispositivos técnicos e suas articulações: hardwares – como programadores (arduinos), sensores (distância, temperatura, iluminação, etc.) – e softwares – como programas e integração de parâmetros; as linguagens dos dispositivos, pensando possibilidades de manipulação nos processos e procedimentos dos dispositivos nos níveis sintáticos, semântico e pragmáticos e parâmetros inseridos na produção de signos (como é, o que é e como é percebido); as poéticas a partir dessas interfaces, como a recodificação dos sinais, signos e códigos, alterando parâmetros na produção de significantes, modificando o preditivo previsível enfático para o provável e o erro que podem ser novas fontes poéticas; as redes e seu ecossistema midiático como desencaixe dos pontos de contato redundantes, com deslocamento do sensível para as redes; e as novas formas de produção e interação do trabalho.
GT4 – Planejamento Negro: trabalho, criação e tecnologias nas artes e culturas diaspóricas
Coordenação: Altemar Gomes Monteiro (UFMG), Jennifer Jacomini de Jesus (UDESC) e Clóvis Domingos dos Santos (UFMG)
O Grupo de Trabalho propõe discutir práticas, saberes e modos de organização desenvolvidos por pesquisadores, coletivos e instituições negras, periféricas e diaspóricas nas interfaces entre arte, cultura, educação, tecnologia e mundo do trabalho. Parte-se do entendimento de que a criação artística envolve processos de planejamento, gestão, produção, circulação, formação e construção de redes, frequentemente elaborados a partir de experiências historicamente invisibilizadas. O GT acolhe pesquisas, relatos de experiência e reflexões teóricas sobre práticas artísticas, pedagógicas e culturais que articulem experiências negras, memória, território e trabalho, em contextos presenciais e digitais. Serão bem-vindas contribuições sobre gestão cultural, produção artística, pedagogias, tecnologias sociais, inteligência artificial, plataformização, práticas colaborativas e processos criativos que apontem para formas alternativas de organização do trabalho. Busca-se reunir pesquisas que compreendam as artes como espaço de produção de conhecimentos, tecnologias, modos de existência e projetos de futuro.
GT5 – O trabalho com o texto e as tecnologias: escrita, edição e revisão
Coordenação: Ana Elisa Ribeiro (CEFET-MG) e Pollyanna de Moura Mattos Vecchio (CEFET-MG)
Considerando o texto como resultado de trabalho e o trabalho com os textos por profissionais especializados, este GT recebe propostas de comunicação sobre profissões e atividades com o texto, processo criativo, edição, preparação, revisão textual, leitura crítica, ilustração e outras formas de intervenção qualificada em materiais como livros (impressos, digitais, em áudio), revistas, jornais e outros suportes que se configurem a partir do trabalho editorial. Aspectos como a formação, a profissionalização e a vida laboral de escritores, editores, preparadores, revisores etc. podem ser abordados de par com outras discussões, tais como: tecnologias analógicas e digitais que impactam a atividade com os textos e a própria existência/configuração deles; tecnologias recentes que alteram as relações de trabalho (plataformização e algoritmização, usos de inteligências artificiais); surgimento e apagamento de atividades e profissões do texto; boas práticas e seus reversos no mundo do trabalho; precarização e condições gerais de qualificação e organização coletiva.
GT6 – Libras, Trabalho Criativo e Tecnologias Digitais: desafios interculturais nas indústrias criativas
Coordenação: Bárbara Neves Salviano de Paula (UFMG), Vera Lucia de Souza e Lima (UFMG) e Felipe de Castro Teixeira (CEFET-MG)
Este Grupo de Trabalho quer discutir como a Libras e a cultura surda se relacionam com trabalho, artes e tecnologias em diferentes espaços, incluindo a área das indústrias criativas. Entendemos a Libras como língua de um povo e como forma de produzir cultura, não apenas como um recurso de acessibilidade. O GT busca analisar como tecnologias digitais e outras formas de comunicação influenciam a criação, a autoria, a circulação de conhecimentos e a participação social e profissional de pessoas surdas. Recebe trabalhos sobre audiovisual, cinema, artes, design, jogos, inteligência artificial, plataformas digitais, terminografia bilíngue Libras–Português e temas relacionados. Diante da invisibilidade de profissionais surdos e dos desafios atuais, o GT convida pesquisas que discutam direitos linguísticos, diversidade cultural e condições reais de participação, destacando a importância da cultura surda para promover equidade, inovação e mudanças na sociedade.
GT7 – Ensino das Artes na Educação Básica
Coordenação: Evandro Carvalho de Menezes (UFMG), Jennifer Jacomini de Jesus (UDESC) e Paulo Henrique Pinto Coelho Rodrigues Alves (UFMG)
O Ensino das Artes na Educação Básica, compreendendo as diferentes linguagens previstas na Base Nacional Comum Curricular: Artes Visuais, Dança, Música, Teatro e Artes Integradas e suas interseções. Propostas que envolvam experiências de docência, extensão, pesquisa ou políticas públicas em arte-educação, desde uma perspectiva da produção artística e teórica, em diálogo com o mundo do trabalho e as tecnologias da informação e comunicação.
GT8 – Quem Tem Medo das Tecnologias Ancestrais? Trabalho, Artes e Cosmopolíticas da Experimentação no Sul Global
Coordenação: Maira Gouveia (UFPE)
Nas últimas décadas, o conceito de tecnologia foi progressivamente reduzido a artefatos digitais, algoritmos e sistemas automatizados.Este Grupo de Trabalho propõe uma ampliação crítica desse horizonte, investigando tecnologias como modos deproduzir mundos, relações, sensibilidades e formas de trabalho. Partindo de perspectivas do Sul Global, epistemologias plurais e debates contemporâneos sobre artes, design, mediação técnica e imaginação sociotécnica, o GT acolhe pesquisas que questionem narrativas universalizantes da inovação e explorem tecnologias invisibilizadas, ancestrais, vernaculares, coletivas, artísticas ou especulativas. Interessa-nos compreender como diferentes comunidades inventam, mantêm, reparam e transformam seus mundos através de práticas técnicas que ultrapassam a lógica da eficiência e do mercado. Serão bem-vindos trabalhos sobre inteligência artificial, culturas digitais, design, artes eletrônicas, plataformas, jogos, fabricação digital, tecnologias indígenas e afro-diaspóricas, práticas de reparo, infraestruturas comunitárias, ficção especulativa, worldbuilding e outras abordagens que ampliem os limites do que entendemos por tecnologia, trabalho e futuro.
GT9 – Territórios ancestrais: o trabalho artístico como modo de coexistir
Coordenação: Marcela Cavallini (UFRJ)
Este GT propõe discutir as singularidades do trabalho artístico a partir dos diálogos entre as artes e os saberes tradicionais, compreendendo o fazer artístico como uma prática que emerge desse encontro ao deslocar o foco da fabricação de objetos para processos de criação, transmissão e transformação de conhecimentos em direção à abertura às múltiplas formas de vida. Esses modos de fazer articulam tecnologias, práticas e conhecimentos corporificados em redes de relações cotidianas, nas quais o trabalho se realiza como experiência coletiva, situada e vinculada aos ciclos da natureza, às organizações coletivas, às práticas de cuidado e à regeneração social e ambiental. O GT acolhe pesquisas artísticas sobre epistemologias, cosmologias e tecnologias ancestrais que desafiam concepções hegemônicas centradas na produtividade e na especialização técnica, ampliando o debate sobre o trabalho para além das fronteiras entre material e imaterial, produção e reprodução da vida, reconhecendo-o como modos de coexistir.
GT10 – Relações entre ética e estética no trabalho criativo: inteligência artificial e dilemas na produção criativa em arte digital
Coordenação: Paula Mastroberti (UFRGS) e Camila Rodrigues Moreira Cruz (UFMG)
Este Grupo de Trabalho explora o pensamento sobre as relações Interartes, as Tecnologias de Edição, a Educação Tecnológica e as Tecnologias Digitais. Busca a discussão de trabalhos que tratem da imagem estática ou cinética em relação com as tecnologias mecânicas (século XIX), eletrônicas e digitais (séculos XX e XXI), bem como o estreito diálogo da educação, da edição, da poesia eletrônica, da literatura digital com o tecnológico e suas relações com as poéticas que o atravessam.
GT11 – Moda, arte e cultura digital
Coordenação: Rachel Rios Scherrer (UEMG), Josana Mattedi Prates Dias (UEMG) e Teresa Campos Viana Souza (UEMG)
O grupo de trabalho propõe discutir a moda como campo interdisciplinar de pesquisa, articulando arte, cultura digital, processos criativos e transformações contemporâneas do trabalho, da produção e da comunicação. Reúne estudos voltados às relações entre, moda, inteligência artificial, plataformização, produção gráfica digital, ilustração, arte digital e indústrias criativas digitais. O grupo de trabalho busca reflexões sobre os impactos dessas dinâmicas nos processos de criação, modelagem, desenvolvimento de produtos, visualidades, circulação de imagens e modos de consumo. Também abrange pesquisa e experimentações sobre sustentabilidade, upcycling, moda 3D, inclusão e experimentações projetuais que aproximam design, arte e tecnologia.
GT12 – Áudio imersivo e trabalho nas indústrias criativas digitais
Coordenação: Raphaela Benetello (UFMG)
O grupo de trabalho investiga as zonas de convergência técnica, estética e profissional produzidas pela expansão das tecnologias de áudio imersivo nas indústrias criativas digitais. Formatos object-based, como Dolby Atmos, originalmente desenvolvidos para salas de cinema, migraram para plataformas de streaming e engines de desenvolvimento de jogos, passando a sustentar formas crescentes de personalização sonora pelo próprio usuário e criando um campo compartilhado de ferramentas, vocabulários e desafios criativos que redesenha fronteiras entre profissões e reconfigura rotinas de trabalho. O GT acolhe pesquisas sobre plataformização da pós-produção sonora, uso de inteligência artificial na geração e espacialização de áudio, mixagem baseada em objetos, inclusive em modelo binaural, e áreas afins que investiguem o campo sonoro do audiovisual e dos jogos digitais. Contribuições de sound studies, game studies e indústrias criativas são especialmente bem-vindas.
GT13 – Trabalhos de figurino, moda e design gráfico: grafismos que expressam o direito à diversidade cultural
Coordenação: Regilan Deusamar Barbosa Pereira (UFSJ)
Distintas sociedades indígenas e comunidades afro-brasileiras criaram formas gráficas diversas destinadas à pintura corporal ou estamparia têxtil que tradicionalmente traduziram mitologias, religiosidade, conhecimentos que foram construídos comunitariamente, estabelecendo laços sociais e culturais. O vestuário urbano, a moda, ou até mesmo o figurino se apropriam de símbolos midiáticos, étnicos, políticos e estampam camisas, bonés, mochilas. Estes símbolos urbanos podem ser traduzidos como uma espécie de grafismo, uma escrita que depois de digitalizada, se torna industrializada e desta forma estampa saias, bolsas, camisetas, toalhas de mesa. Vestir-se, porém, de acordo com as normas sociais pode significar uma espécie de servilismo conivente com as ditaduras comportamentais. Criar, portanto, essa simbologia que veste, demanda vestir-se de consciência e afirmação do direito à diversidade cultural. A partir desta reflexão, que escrita cultural, política que veste corpos e mentes estamos produzindo enquanto artistas gráficos, figurinistas, estilistas, estudantes de design gráfico e digital?
GT14 – Ambientes e Tecnologias Imersivas, Digital Twins e Inteligência Artificial
Coordenação: Renata Maria Abrantes Baracho (UFMG), Marcelo Franco Porto (UFMG), Mozart Joaquim Magalhães Vidigal (UFMG) e Carla Viviane Da Silva Angelo (UFMG)
O Grupo de Ambientes e Tecnologias Imersivas, Digital Twins e Inteligência Digital (DTI Lab) desenvolve pesquisas, projetos e soluções voltadas à integração de tecnologias digitais aplicadas ao ambiente construído, às cidades inteligentes, ao patrimônio cultural, à educação e à gestão da informação. Atua na concepção e implementação de Digital Twins, BIM, visualização 3D, realidade virtual e aumentada, gamificação, inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT) e plataformas digitais interativas. Suas atividades envolvem a criação de ambientes imersivos para análise, monitoramento, simulação e apoio à tomada de decisão, integrando dados, modelos digitais e experiências interativas. O grupo também investiga os impactos dessas tecnologias na transformação dos processos de trabalho, na qualificação da mão de obra, na capacitação profissional, melhoria da produtividade, da gestão , desenvolvimento e entrega qualificada dos produtos. O DTI Lab contribui para a formação de recursos humanos, o desenvolvimento científico e a inovação tecnológica em diferentes contextos organizacionais e territoriais.
INSCRIÇÕES DE TRABALHOS ARTÍSTICOS PARA EXPOSIÇÃO
Em sua 1ª edição, a exposição tem caráter experimental. Para a avaliação das propostas, esperamos o envio dos projetos artísticos (obras de arte prontas).
Na 1ª edição da Exposição do Congresso “Fronteiras do Trabalho”, contamos com o envio de obras para exposição em ambiente físico e online durante a programação do Congresso. IMPORTANTE: não aceitaremos obras a serem recebidas/enviadas por correios, também não será possível a retirada adiantada das obras por parte de artistas que vierem a Belo Horizonte somente para o Congresso.
Para a avaliação dessas propostas, esperamos o envio dos projetos artísticos com indicação dos espaços da planta do Centro Cultural que pretendem ocupar (disponibilizado na chamada de trabalhos).
ENVIO DA PROPOSTA ARTÍSTICA
Até 20/08/2026
MODELO DA PROPOSTA ARTÍSTICA
Solicitamos que a proposta tenha as seguintes informações: 1) título, 2) resumo, 3) categoria (se possível), 4) Ano do trabalho (ou se inédito), 5) Conceito/argumento/sustentação poética do trabalho, 6) descrição técnica do trabalho, 7) proposta de expografia (sugestão sobre como exibir o trabalho), 8) imagens e vídeos do trabalho (ou link de website/portfólio etc.), 9) mini-bio d@ artista, 10) indicação na planta do TRT-MG onde será exposta a obra.
Aviso: a avaliação das comunicações será “cega” (os avaliadores não saberão quem são os autores e os autores não sabem quem são os avaliadores). Porém, não será possível realizar essa modalidade de avaliação das obras. Infelizmente, nesta edição, não está previsto cachês/pro labore, deslocamentos ou custeio das produções para os artistas.